quarta-feira, 7 de julho de 2010

O amor. Ah o amor!

Algumas vezes as pessoas Precisam, realmente tem a Necessidade de se sentirem amadas. A maioria das pessoas por sinal. E isso acontece com mais frequência do que se imagina.
Tem dias que saber que realmente existe amor, e que alguém no mundo sente isso por você, faz tudo mudar de faceta. O dia que tava sendo uma merda melhora, a tarde vazia passa a ter sentido, o pôr-do-sol fica mais bonito, a lua fica mais brilhosa, a dor de cabeça passa. A impressão que se tem é de que tudo melhora ou fica mais bonito quando o amor existe e é demonstrado.

E como o amor é demonstrado? Um carinho, um beijo, um abraço, um cafuné, uma massagem ou outro contato físico; uma mensagem, uma carta, um telefonema e algumas palavras, um conselho, um tempo dedicado, uma conversa na porta de casa; um outdoor, uma faixa, um telegrama, um cartão postal ou, nessa era de internet, um e-mail, e até mesmo um depoimento no orkut. Essas são algumas das maneiras que lembrei para se demonstrar esse afeto, que quando acontece é avassalador, não tem como negar ou fugir.

O amor. Ah, o amor!

Esse sentimento tão nobre e bonito que se manifesta de tantas formas diferentes está presente na vida de tantas pessoas. Sim, eu acredito que todo o mundo ama! Até mesmo o mais vil dos vilões já amou alguém, nem que seja a mãe, a irmã ou a cantora preferida da juventude. É. O amor deve estar em toda relação que queira ser duradoura, porque é o amor que faz durar. São as lembranças dos bons momentos, dos sorrisos, dos choros, das emoções sentidas; lembranças das coisas que se abriu mão pelo objeto de amor que fazem durar. O momento pode passar, a pessoa pode passar, mas o sentimento existe e vai existir sempre. É como canta a banda gaúcha Bidê ou Balde "É sempre amor mesmo que mude". E é na lembrança que o amor fica eternizado. Ali na memória pra sempre intacto, mesmo que mude.

O amor exige renúncia, independente de ser amor de pai e mãe, de irmão, de casal, de amigo, amor pela profissão, ou de qualquer outro tipo. É na renuncia e na reciprocidade que o sentimento se fortalece. É preciso renunciar a tarde de férias sozinha pra ajudar aquele amigo com o pneu furado e sem step no meio do nada, é preciso abrir mão do cinema com os amigos pra ajudar o pai a instalar aquele home theater, é preciso deixar de ir naquele showzão da banda preferida pra ir no aniversário de 80 anos da avó, e as vezes é preciso deixar o sonho da família pra correr atrás da carreira que você ama.
São em atitudes como essas, grandes ou pequenas, que o amor é demonstrado. E talvez o objeto do amor nem se dê conta dessas demonstrações e do quanto é difícil renunciar.

Como já disse, eu acredito que todo o mundo ama e por isso afirmo que todos nós queremos ser amados também. Não adianta amar só pra você. Demonstre! Diga! Liberte isso de você e liberte também o objeto do amor seja ele outra pessoa, seu sonho ou qualquer outra coisa. Deixe tudo livre, deixe tomar asas e voar.

Sim, eu sei que falar nem sempre é fácil, ainda mais quando é preciso falar do que se sente. É como diz a Martha Medeiros na sua crônica Falar:
"Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai. Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe.
Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não?
"

Falar pode parecer amedrontador, mas pense no outro lado. Quem não gostaria de ouvir um 'te amo' sincero antes do café-da-manhã junto de um abraço apertado, um 'eu amo você' inesperado numa ligação no meio do expediente, ou um 'Eu te amo e você é muito importante pra mim' numa visita surpresa antes do jantar?

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