quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Despedidas

Eu realmente descobri que gosto de despedidas. E acho que pode parecer meio triste ou sádico, mas não é, e vou explicar.

Nos últimos tempos ando tentando me encontrar, descobrir do que EU realmente gosto, e não do que eu gostaria de gostar, ou que gostariam que eu gostasse. E venho analisando isso, de pouco a pouco há um bom tempo. Hoje (10/01), pude realizar que gosto de despedidas. Aqui no blog, nessa barra a direita no Muito me interessa tem escrito Encontros, Desencontros, Reencontros. É, eu gosto disso mesmo. E pra isso acontecer, de uma maneira ou outra, é preciso que aconteça a despedida. ´

As despedidas não costumam ser vistas com bons olhos. Tem gente que não gosta e faz questão de evitar. Eu acho que despedidas são uma oportunidade de dizer algo que se quer, de desejar algo, enfim, são um último momento pra fazer algo que não foi feito antes. Ruim é quando a despedida é a última, quando não tem volta. Não vou negar que é ruim, em casos de morte principalmente. Mas ultimamente tenho aprendido a olhar de outra maneira a essas situações. Ao invés de lamentar e não gostar prefiro agradecer. Se estou despedindo de alguém é porque tive a oportunidade de conhecer essa pessoa, conviver com ela, fazer parte de alguma maneira da vida dela, e ela da minha. Ser parte da história de alguém é importante, e ter pessoas presentes na minha história também.
Se me despeço de alguém é porque esse alguém foi e continua sendo, de alguma maneira, importante pra mim. Então acho melhor agradecer por ter tido a oportunidade de conhecer, conviver, compartilhar histórias. momentos, risadas, e outras coisas. Vejo a despedida como uma parte do processo que, não necessariamente, é triste e nem a última.

As vezes só nesses momentos em que se tem certeza que não vamos ter o contato com algo ou alguém, pelo menos por um tempo, é que pensamos realmente no valor da coisa ou pessoa na nossa vida. São nesses momentos que criamos coragem pra falar o que queremos, coragem pra se deixar sentir e fazer parte do que realmente se quer. Por isso acho importante. Somente em momentos de despedidas que algumas coisas importantes acontecem.

Não é que eu prefira me despedir. Na verdade prefiro encontrar e cumprimentar do que que desencontrar ou despedir. Mas, como despedidas são inevitáveis, melhor encará-las dessa maneira e esperar pela próxima oportunidade de encontrar e despedir outra vez.

Até mesmo pequenas despedidas, cotidianas, eu acho importante e gosto de fazer. Faço questão de despedir de todos que conheço em qualquer situação, até mesmo em festas lotadas, ou lugares públicos. Essa de sair de fininho, à francesa, nunca foi meu tipo. A gente nunca sabe quando será a última chance de se despedir de alguém. Então, com as pessoas que tenho mais afeto, faço questão de despedir com abraço, palavras de carinho, desejos de boa vida (bom dia, boa tarde, boa noite, bom sono, boa viagem e coisas do tipo), um pedido pra se cuidar, beijo no rosto e também o desejo de ir em paz e com Deus (mesmo que alguns amigos não acreditem em Deus). E gosto de despedir na internet também. Acho importante pelo menos falar tchau ao terminar uma conversa com alguém. Pelo menos isso.

Porque nada nessa vida é fixo, nada é eterno. Todo mundo muda, todo o mundo muda. E no meio de tantas mudanças o mais natural é ter despedidas. Porque não existe mudança sem deixar algo ou alguém pra trás. E é preciso sempre seguir em frente e ACREDITAR. Acreditar que pode ser, que vai ser melhor, que vou ser melhor, que vamos ser melhores.

Triste e ruim não é despedir. Triste e ruim é não ter de quem despedir. É não ter vivido com pessoas, ou vividos momentos que não tenham valido a pena.
Eu vivi bons momentos com boas pessoas e fico feliz por tudo que já passei. E espero que venham mais encontros, desencontros, despedidas e, principalmente, reencontros. Porquê saudade aqui não falta.


"A hora do encontro é também despedida, a plataforma dessa estação é a vida..."



E nessas descobertas sobre mim mesma me vi metódica também. Bastante metódica. Mas isso é assunto pra um outro texto, em um outro dia.

Então, até mais querido diário. :)

Nenhum comentário:

Postar um comentário