Sempre gostei de pessoas que pudessem me ensinar algo.
Gente mais experiente, que me mostrasse novos caminhos, novas perspectivas, novos conteúdos. Sempre. Seja pra amizade, seja pra romance. É sempre assim.
E só fui parar pra reparar nisso recentemente.
Tenho alguns amigos que gosto de chamar de Nerds. Os chamo assim pela maneira que estudam e que gostam de estudar; por gostarem de ter maior conhecimento pelas coisas; pelo que me ensinam, mesmo sem saber que estão ensinando; pela facilidade em absorver novos conteúdos; e também pela abertura a novas coisas. E, até me enquadro nesse 'perfil nerd'.
E foi pensando no quanto os meus amigos mais próximos são nerds que cheguei nessa conclusão.
Talvez por isso eu sempre tive uma queda por aqueles 'nerds', sabe? E, de preferência, aos que fogem um pouco do estereótipo. Os que além de inteligente são bonitos, ou, no mínimo, não são feios. Deve ser coisa de Geminiano mesmo, essa de achar inteligência algo afrodizíaco.
É esse o tipo que logo de cara chama minha atenção. Gente que gosta de conversar, independente do assunto. Gente que tem um ponto de vista, que fala, que debate, que ensina, que se mostra. Gente que não tem medo de falar do que sabe, e do que não sabe também... gente que não tem medo de aprender, e que quer sempre mais. Saber mais, viver mais.
E é rodeada de gente assim que eu fico bem; que eu expando meu horizonte; que percebo mais outros pontos de vistas, outras perspectivas; que aprendo sem precisar de escola, livro ou professor. Como dizem por ai "somos professores de nós mesmos". E acredito que são nas relações onde a gente aprende mais. Aprende mais conteúdo, desenvolve o raciocínio, aprende sobre sentimento, aprende sobre arte, aprende como se faz e, principalmente, como não se faz. É na convivência que eu vou me fazendo, e me conhecendo e me reconhecendo no outro.
O início dessa percepção foi em 2008, mais precisamente no carnaval, depois de uma longa conversa com a Loirinha. Naquele dia eu começei a perceber o quanto eu aprendo com meus amigos, com outras pessoas. O quanto uma conversa pode revelar outras perspectivas, outra maneira de ver e entender as coisas, outra visão de mundo. O quanto uma ou mais conversas podem ser muito mais educativas e inspiradoras do que todo o tempo que passei em escola e faculdade.
E, de lá pra cá, venho, de tempos em tempos, refletindo isso.
Gosto de conversar, compartilhar experiências, e, talvez por isso, gosto mesmo é de quem tem conteúdo. E que não tem medo de mostrá-lo. Quem tem experiência e fala dela, sem medos; quem aconselha.
Meus amigos mais próximos, meus amores, são esses. É gente que conversa, conversa, conversa, fala, ouve, aprende, ensina, muda de idéia. Gente que sente, e sente muito, sente forte. Gente que tem sua opinião firme, convicta, mas mesmo assim ouve e respeita a do outro. São pessoas que mudam também. Que mesmo com seus medos, seus erros, seus vícios e suas virtudes, (quase) sempre estão dispostas a ouvir, a aprender, a mudar. É gente que fala do que sente, do que viveu, do que aprendeu. É gente que compartilha experiência.
E experiência é uma coisa que geralmente esta ligada a idade. "Mais experientes" geralmente remete a pessoas mais velhas. Eu, há um bom tempo, parei de fazer essa relação. Acredito que tem muita gente, bem mais nova que eu, que tem muito mais experiência que eu em diversos assuntos, da mesma maneira que eu posso ter mais experiência em certas coisas do que a minha avó por exemplo.
E fica aqui o meu muito obrigada a todos que, de uma forma ou outra, me ajudaram a ser o que sou hoje. A esses que se aproximaram, se mostraram, se deixaram ver; que ensinaram e aconselharam na maioria das vezes sem saber; que compartilharam as experiências, o tempo, a vida, a memória.
E que Deus permita que eu continue a compartilhar a minha vida, a vida dos meus amores, as memórias. Que eu continue a encontrar gente interessante, inteligente e disposta. Amém!
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