Tô passando um bom tempo sem escrever no blog.
Gostaria que fosse mais frequente.
Tava planejando escrever aqui sobre um monte de coisa da rotina, mas uma notícia nessa noite mudou meus planos.
Eu iria pro esconderijo agora de noite ver o tributo barão vermelho. Fui ligar pro Pedrim pra saber se ele iria comigo, pra isso pedi o celular da minha mãe emprestado. Quando peguei ele vi que tinha uma chamada não atendida. Avisei minha mãe e ela pediu pra eu retornar. Era minha tia Narzina (irmã da minha mãe). Fiquei ao lado da minha mãe pra pegar o telefone assim que ela terminasse. Me distraí um pouco com umas fotografias em cima da mesa, mas logo volto minha atenção pra conversa da minha mãe. A palavra 'velório' chamou minha atenção. Pensei: "Pronto! só faltava essa. quem que morreu??" o.Õ Não sabia se era um parente próximo, se era distante, nem se eu conhecia. Pelo modo de falar da minha mãe e a aparente traquilidade dela era uma pessoa que ela não tinha muito contato.
Eu estava certa. A pessoa que morreu foi um primo primeiro dela, meu primo segundo no caso. Na hora minha mãe falou o nome dele mais eu já esqueci. É uma pessoa que eu não tenho contato, um primo distante pra mim, mas mesmo assim essa notícia mecheu um pouco comigo.
Essas notícias de morte sempre mechem comigo. Sempre. Principalmente depois da morte do Tonin Aguiar (amigo do meu pai, meu tio-avô e pai de uma prima-muito-amiga minha)há mais de um ano.
Vim aqui hoje pra escrever sobre Morte.
Posso dizer que esse é um assunto que me fascina de alguma forma. Sei que posso ficar horas aqui escrevendo esse texto entorno da morte, mas acho que não será hoje.
Notícias de morte sempre mechem comigo porque eu me coloco sempre na situação de quem fica. De como as pessoas próximas receberam a notícia, como elas se sentem.
O que é feito depois de saber que uma pessoa querida morreu? É muita coisa que passa pela minha cabeça.
Uma das coisas que penso é que a morte é a única certeza que temos durante a vida (eu sei. eu sei. isso é MUITO clichê.), mas mesmo assim parece que nunca estamos preparados pra notícias dessas. Receber um telfonema de repente dizendo que seu pai morreu. Ou sua mãe. Sua vó, seu vô. Ou talvez não seja um telefonema, uma visita 'surpresa' de um outro parente pra comunicar algo tão trágico assim.
É Difícil,né? Difícil pensar nisso.
Nesses 18 últimos meses eu tenho pensado nisso mais do que eu gostaria.
A morte do Adevanir (pai do Dan, vocalista e guitarrista da Fantoches, amigo de longa data do meu pai e da minha mãe.), depois a morte do pai da Sirlene (minha prima-torta), a doença do meu pai (os 2 infartos que ele teve), a morte do Tonin Aguiar,e a morte de outros parentes mais distantes (tios-avós) me fizeram pensar nesse assunto várias e várias vezes. Principalmente pensar na 'minha hora'.
Não na' minha hora' de morrer, mas sim na 'minha hora' de perder meu pai, minha mãe, meus amigos tão queridos, a gorda da minha irmã, meus tios, primos, padrinhos/madrinhas, etc.
As vezes eu penso que seria melhor (ou talvez mais fácil), morrer 'cedo', com uns 40 anos. Penso isso só pra não me enxergar perdendo minha família e meus amigos.
Sei que isso é só uma fuga, e que querndo ou não uma hora ou outra na vida a gente 'perde' todo mundo. Mas penso que assim seria melhor.
Acho melhor não continuar escrevendo sobre isso aqui. Mais uma vez gostaria de estar conversando com alguém sobre isso, ficar horas conversando pessoalmente ou por telefone mesmo, mas como não tem jeito fico escrevendo aqui.
Melhor eu parar porque não vou chegar a lugar nenhum escrevendo devaneios, só vou me confundir e afligir ainda mais.
Melhor procurar algo pra me distrair.
Boa noite!
Nenhum comentário:
Postar um comentário