Engraçado como tudo muda de figura tão rápido.
Há pouco mais de uma semana eu 'cai a ficha' de que um amor não me doía mais. Ou melhor, não me dói mais. Coloquei o nome no texto de Libertar. E parece que foi só eu me libertar desse sentimento de dor pra que muita coisa mudasse.
Não. Não ta doendo de novo. Pelo menos não por enquanto.
A pessoa a quem me referia, o 'boy', realmente não me faz mais mal. Tirei a 'prova final' hoje.
No texto Libertar, eu falei de um ciclo: "me encantar, conhecer, envolver, apaixonar, jogar a oportunidade fora, sofrer, tentar de novo, sofrer mais, conviver com a dor, começar o processo de libertação e por fim conseguir me libertar.". Nesse texto eu também disse que "o afeto ainda existe, eu ainda o amo, mas mudou. Não o quero mais pra mim. Ouço músicas, leio textos, vejo filmes e ainda lembro, mas lembro só dele, só da parte boa e dor não existe mais." Teoricamente a próxima etapa era o desamor, a parte de não amar mais, a parte do só querer bem ou talvez nem isso. A tendência era transformar esse amor num outro sentimento, num querer bem como se quer a um amigo, a um irmão. Mas parece que essa próxima etapa não ta acontecendo, e talvez nem aconteça.
É. Quando eu consigo a parte mais difícil, a parte de não doer; de não imaginar mais; de não ter, e nem querer ter mais esperança de um 'juntos'; tudo muda. É, eu disse sim que não queria mais ele pra mim. Eu tava muito certa disso. Estava, não sei se estou mais. Acho que tudo pode ter mudado de novo. Talvez eu o queria pra mim novamente, talvez não.
Quando eu começei a perceber essa mudança, essa dúvida do talvez, eu me lembrei de uma citação do Caio Fernado Abreu que passou a fazer ainda mais sentido na minha vida: "Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado." E foi bem assim. Pela segunda vez assim. Eu não esperava e nem queria um amor quando Ele apareceu. Quando eu não procurava o amor surgiu. E dessa vez foi só parar de procurar, parar de esperar que algo acontecesse pra, de repente, acontecer.
Eu sei no que tudo o que isso pode implicar. Talvez todo esse ciclo volte, e eu leve um ano, ou mais, pra estar livre de novo. Mas talvez, dessa vez, eu possa e eu queira me prender de verdade e não me arrepender disso.
É hora de arriscar, de experimentar algo novo, de me jogar sem paraquedas, e ver no que vai dar.
Mudei. Mudei de sentimento, de idéia, de opinião. E espero mudar muito ainda, mudar sem medo, sem prestação de contas.
"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar" [Martha Medeiros]
Pra variar a Martha falando por mim. :)
O final da história? Só Deus sabe, e quando ele me contar eu publico.
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