Cheguei em casa com uma vontade louca de escrever. E essa vontade começou no caminho de volta pra casa, voltando do esconderijo, do show da Versário.
Vim de lá aqui cantando mentalmente Avril Lavigne ("I miss you, miss you so bad. I don't forget you. Oh! It's so sad. I hope you can hear me. I remember it clearly... The day you slipped away was the day I found it won't be the same") e pensando nele, em mim, nele...
Nunca fui do tipo que beija muito. Esse negócio de beijar um aqui hoje só por beijar nunca foi 'minha praia', como dizem por ai. Por isso já passei um bom tempo sem beijar. Várias temporadas. E acho que, por passar tanto tempo assim sem beijar antes Dele, quando o beijei cheguei a comentar que achei O beijo "normal". Que não tocaram sinos, não tremi, não gelei a mão, não levantei o pézinho, enfim, nenhum desses 'sintomas' de paixão súbita, conto de fada ou filme de hollywood aconteceu. E eu, de verdade, achei que não rolaria nada mais do que aquele beijo. Depois de um tempo, pra minha (feliz) surpresa, rolou. Então, quando acabou, acabou mesmo e eu voltei a passar um bom tempo sem ficar com ninguém.
E depois desse tempo beijei um cara, um outro carinha, e só ai fui entender que aquele beijo "normal", de alguns meses atrás, tinha SIM sido meio "mágico", como algumas amigas diriam. Só depois Dele que eu fui entender, ou melhor, sentir, um pouco disso que eu ouvia e lia tanto sobre, mas ainda não conhecia direito.
Pena que precisou passar, e passar tanto tempo, pra eu entender parte da 'mágica' que envolve estar apaixonado.
E ele ainda me dói um pouco. Agora menos, bem menos do que já foi um dia. Mas ainda, numa madrugada ou outra, dói. E mais uma vez eu precisei de um 'outro carinha' pra perceber isso. Pra perceber o quanto ele ainda me afeta, mesmo sem saber; o quanto eu ainda tô ligada a ele, da maneira que eu menos queria; o quanto ele me faz falta; o quanto eu sinto saudades dele; e, principalmente, o QUANTO eu me arrependi (e me arrependo) de não ter falado nada, não ter dado uma resposta num 19/09.
A verdade é que Ele ainda é um fantasma. E um fantasma que vive a 'assombrar', a aparecer.
Por mais que eu diga que não, que ta tudo certo, que passou; lá está ele, bem dentro da minha cabeça. Rondando por todos os lados, em todos os horários. Principalmente quando surgue uma chance, mínima que seja, de existir um 'outro alguém'.
É ele? É o 'fantasma'? Ou sou eu projetando ele em todo outro 'carinha' que vir a aparecer, comparando aquele momento mágico com o que nem chegou a acontecer?
A resposta? Eu já tenho. Só está em algum lugar que eu não encontrei ainda... ou não quero encontrar.
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