Duas letras, uma palavra.
Coisa simples, de significado fácil.
"OK".
Várias e várias vezes ouvi isso na vida e nunca antes um "ok" mecheu tanto comigo. No último domingo, 6 de novembro, a noite, despedindo daquela pessoa que eu gosto tanto e expressando que gostei de vê-la novamente, recebo um simples "ok" como resposta. Gostaria de ter ouvido outra coisa, ter outro contato, ou talvez fosse melhor não ter ouvido nada. Mas, um "OK"?!? Apenas um "OK"?? Não por ser simples, não por ser fácil, mas me afetou tanto assim por trazer a tona, por colocar em prática, aos olhos de quem quiser ver, aquilo que eu não queria que acontecesse. Ou talvez que eu não queria enchergar. Apenas um "OK" me trás a confirmação que eu não queria ter. E isso é o bastante pra acabar com o dia, pra trazer lágrimas aos olhos, pra passar a noite pensando naquele monte de coisas que não vão me levar a lugar nenhum, mas que não consigo parar de pensar.
Já perdi a conta, ou, pra falar a verdade, nunca contei quantos oks ouvi e recebi na vida. Mas esse chegou e marcou. Como que duas letras, apenas duas letras, podem mudar as coisas assim.
Não são três. Não é um 'sim' após aquele pedido especial, não é um 'não' que te deixa longe daquilo que você mais quer. É menos que isso, é menor; são só duas letras e que me afetaram mais que sins e nãos de boa parte da vida.
Talvez pensasse que um 'ok' fosse passar despercebido. Que o 'ok' seria o bastante. Que assim não estaria mentindo pra si mesma e nem desagradando a outra parte.
Se foi isso mesmo, engano seu. Não passou despercebido e ta passando como filme em loop direto na minha mente toda vez que lembro e penso nisso, em você.
Não quero ver as coisas dessa maneira. Não quero. Não quero ver diferença, fim, mudança pra pior. Se for pra ser diferente, pra mudar que seja pra ficar mais agradável, melhor. Assim eu não quero.
Mas o "eu não quero" é problema meu, certo? Ninguém ta nem aí pro meu querer ou não. E, pelo menos agora, parece que nem você. Se você quer que seja assim, assim vai ser porque você vai agir desse jeito. E eu? Vou continuar fazendo o que eu sei fazer: tendo esperança e fé de que vai passar, vai mudar, vai ficar bom de novo e fazendo o possível pra que mude agora, o mais rápido possível. Mas, o que eu espero e quero "que se foda". Certo?
Exagerado, dramático, "viajado", irreal. Desculpa, eu sou assim.
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